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Reparando a Secretaria Municipal da Reparação (Semur)

A Semur deveria ser a instância responsável por articular em Salvador, junto às instituições governamentais e não governamentais, políticas públicas de promoção da igualdade racial, em nível local. Por sua transversalidade deveria articular com as outras secretarias municipais a inclusão do recorte racial em todas as políticas públicas implantadas na cidade.
Em lugar de se preocupar com o essencial, a Semur, depois da posse da atual secretária Antônia Garcia, virou um local onde nada se produz, não há um projeto novo sendo elaborado e o acompanhamento dos antigos largados à deriva.
Os funcionários enfrentam toda sorte de humilhações segundo fui informado por vítimas com medo de se identificar, algumas ações até podem ser classificadas de assédio moral. A ex-secretária de gabinete, por exemplo, antes de ser demitida sem nenhuma razão profissional e política, ficou sem função não sendo responsável nem mesmo pela agenda da secretária.
O abuso de poder é uma constante e os funcionários intimidados nem ao menos podem expressar suas sugestões e opiniões. Qualquer administrador recém formado em qualquer escola de nível superior sabe que o maior incentivo para uma maior e melhor produção e utilizar ao máximo o potencial dos trabalhadores e não reprimi-los.
Outra vítima do comportamento exclusivista e autoritário de dona Antônia Garcia é o subsecretário Antônio Cosme. Ele está afastado de forma humilhante até da representação da Semur em atividades oficiais. Já passou da hora dele tomar uma providência para acabar com esse absurdo e expressar sua opinião.
Uma amostra da total falta de capacidade administrativa e política da Semur ocorreu no dia 21 de março. A Organização das Nações Unidas (ONU) o instituiu como “Dia Internacional pela Eliminação do Racismo” em razão do massacre que ocorreu na África do Sul no dia 21 de março de 1960 quando um ato pacífico em Shaperville (África do Sul) contra o apartheid resultou na prisão de mais de 300 pessoas e morte a tiros de 69 manifestantes negros. Para o mundo não esquecer esse massacre e refletir sobre a necessidade constante da luta contra todas as formas de discriminação racial, a ONU fez desse dia um marco mundial.
Aqui em Salvador a incapacidade da Semur foi tamanha que nada de significativo foi feito na maior cidade negra fora do continente africano. É preciso falar mais?
Já passou da hora do Povo de Santo, Movimento Negro, funcionários da Semur e a população em geral exigir uma Secretaria Municipal da Reparação verdadeiramente reparada e não armengada como ela se encontra. Qual a razão da Semur 1 e a Semur 2? Por que dividir em duas sedes se mantém-se alugado um prédio e uma parte ocupa uma área pública? Onde está a economia aos cofres públicos uma atitude desprovida de inteligência como essa?
As diversas entidades e organismos públicos e privados que deveriam ser convidados a participar, a ser provocados para entrarem na luta contra a desigualdade racial devem agora partir para a ação e de uma vez por todas reparar a Semur.
Entrem em contato com Antônia dos Santos Garcia, secretária, (71) 4009-2602, e-mail antoniagarcia@salvador.ba.gov.br  ou com o subsecretário Antonio Cosme, (71) 4009-2632, e-mail antoniocosme@salvador.ba.gov.br  para mais informações a respeito.

Escrevi este texto para acabar com os boatos de que fiz um outro covarde e apócrifo.

O que faço costumo assumir e assinar. Sou contra a covardia e os covardes.

Carlos Alberto Carlão de Oliveira – MTb 1317