ultimamente ando pouco pela cidade. na verdade evito mesmo fazê-lo.
ir diariamente a um lugar de trabalho então, há tempos q não faz parte de minha rotina, bem o sabe o ex farrista, iconoclasta escatológico, araken, querido das negas dele, e hoje recolhido em um idílico retiro. de per me, considero preferível passar longe de rotinas como buzinas, stress, acidentes, e até pela prática, já arraigada, do homme office.
Mesmo passear de moto, prazer adolescente ainda vivo, terapia zen, e eficiência q virou ferramenta urbanóide, tem se tornado hábito raro.
artur carmel, outro ferino boêmio aposentado, diz que estou me tornando um hermitão, recluso e sorumbático, mas não é pra tanto.
na verdade, caminhar aqui, do porto até ondina, desenferruja as juntas e traz sempre sabores divertidos e diversos, bem como encontrar célebres e anônimos, colegas d’antanho, completos desconhecidos, coroas, brotinhos, de inverno e verão, sonhando manter a boa forma. entre eles os mestre lula, lili e pacheco, q aliás faz tempo não comparecem
estes dias, a calçada de joão tem sido a bola da vez. apesar de previamente acordada com a associação do bairro, clube espanhol e mesmo a pm comunitária, quizília e confusão é q o não falta na obra. a começar pela interdição completa do passeio, via morosidade do trabalho, até o anti-climax da retirada de árvores saudáveis -breve saberemos porque- em frente ao hospital e hotel.
isso pra não falar das malfadadas pedras portuguesas, q em minha leiga opinião já vão tarde, não por serem uma imitação retrô, mas pela difícil -e rara- manutenção, que acaba provocando tropeção e quedas, como pela irregularidade q, na corrida ou marcha rápida, causa desconforto ao caminhar -por mim tá trocado.
me alonguei demais e só queria dizer q o papo de marcus e inspirou a fazer algo novo e rápido, pra variar, já que jolivaldo, cronista de fato, anda sem tempo ou interesse em nos brindar e rechear este espaço. e também pela obrigação tida de comparecer, à defensoria pública da união, tentar resgatar caraminguás s utilmente surripiados desde os planos color e verão, e constatar que a inapetência da justiça não escolhe escalão.
é a lesma lerda estadual, federal ou municipal, nas três marchas que a baianidade contrapôs à dança do créu -enquanto esta é estonteantemente rápida, os trâmites legais, públicos e principalmente “gratuitos”, navegam do devagar ao quase parando, e ainda assim raramente, pois normalmente o ritmo é dorival caymmi(gostou roriz?). os quatro defensores que atuavam no escritório baiano -parece que desde o mês passado já são sete- lidam com cerca de cinco mil processos, salvo engano, só de 2006.
pois não é que o engarrafamento, hoje que o tempo começou esquentar, e achei que ia ser gostoso passear, me mostraram o suplício de quem tem q se arrastar pelas apertadas, esburacadas, e mal-cuidadas de nossa salvador???
é melhor eu parar por hoje, não sem antes resumir a opinião geral, colhida durante o passeio, sobre o canteiro da cobertura do canal da centenário -estreito e pouco profundo, de duvidosa confiabilidade naqueles temporais de arrasar quarteirão- ainda q muito necessário.
também na vasco, av acm e mesmo iguatemi e paralela, há espaço p/ o tal de trem de urbano, complemento apontado por arquitetos e urbanistas como via do transporte q pode minorar o tráfego travado, principalmente, pelos carros. mas isso papo para o horário político


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