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O publicitário Edson Barbosa ganhou por duas vezes a conta do Ministério dos Transportes do ministro Eliseu Padilha, que, como prêmio pela atuação durante a votação da emenda da reeleição de FHC chefiou a pasta de maio de 1997 a novembro de 2001. Foi protagonista do Escândalo da Máfia dos Precatórios. Foi denunciado pela Folha de S. Paulo, mas foi o Correio Braziliense quem insistiu no assunto por mais tempo. Em outubro de 1999, o deputado Agnelo Queiroz (PCdoB-DF) descobriu que o pagamento de indenizações judiciais do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) era uma das poucas rubricas do orçamento cumpridas integralmente.
Uma apuração mais profunda revelou a existência de uma série de irregularidades: os pagamentos, em valores milionários, se davam fora da ordem, sem explicação jurídica consistente. Em um dos processos, os procuradores do DNER chegaram a cogitar o pagamento de uma indenização de R$ 1 bilhão relativa à construção de uma rodovia na Amazônia. Algumas indenizações beneficiavam os próprios procuradores. O esquema envolvia escritórios de lobby e permitia o pagamento antecipado de precatórios em troca de propinas, que chegavam a 25% do valor devido pelo órgão. Lobistas citaram Padilha como um dos envolvidos nas irregularidades.
Na última licitação da publicidade do governo baiano, embora o edital proibisse, ele identificou o envelope de sua empresa, a Link. O que será que isto significa ?

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