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Secretaria da Saúde da Bahia – Comunicação social

Deputados mudam imagem do HGE, após visita

“A onça não é tão feia como se pinta”. A opinião é do deputado Nelson Leal (PSL), presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia, que hoje (quarta, 20), visitou, com mais três deputados, o Hospital Geral do Estado, HGE. “Minha impressão, agora, é totalmente diferente da imagem pejorativa que passam, principalmente a mídia, que faz críticas que não são construtivas”, acrescentou. “A impressão que tenho é a melhor possível. O hospital serve, e serve muito bem, à população baiana, com um serviço da melhor qualidade tanto do ponto de vista técnico como humanitário”, complementou o deputado Luiz de Deus (DEM), que é também médico cirurgião.

Para o deputado Jurandy Oliveira (PRTB), que também integrou a comitiva junto com o colega Carlos Ubaldino (PSC), os críticos de gestões passadas “perderam o bonde da história. Não fizeram o que tinha de ser feito e agora querem cobrar do atual governo tudo o que não se fez nesse período. Agora, o secretário Solla é o homem sacrificado, mas o governo não pode fazer milagre e nós sabemos do esforço que vem sendo desenvolvido pelo governo”, desabafou.

“Há muitos anos, ouvia coisas a respeito do HGE. Mas, como fez a Rainha de Sabá quando visitou o reino de Salomão, quis ver tudo com meus próprios olhos. E, por certo, quem ganha com o bom trabalho feito no HGE é Salvador, é a Bahia”, opinou Ubaldino, vice-presidente da Comissão de Saúde e Saneamento. “Fui o proponente da visita. Assim, teremos subsídios para um trabalho mais aprofundado e reforçamos o elo entre as duas instituições (AL e Sesab). Como vice-líder, estou pronto a ostentar a bandeira porque sou testemunha do esforço do secretário Solla”, acrescentou.

Segundo Nelson Leal, o objetivo da Comissão é conhecer mais de perto o sistema de saúde do Estado. “Estamos iniciando hoje esse processo de visitas, que vai culminar com uma audiência pública para discutir com o secretário Jorge Solla, na Assembleia Legislativa, as ações que o Estado vem realizando, o modelo de gestão hoje implantado no estado da Bahia e como atacar os problemas em busca de soluções”. “Só tenho que agradecer a presença dos deputados e à equipe do HGE”, afirmou Solla, ressaltando que o hospital tem recebido muitos investimentos não só em obras e equipamentos, mas também em recursos humanos, com a contratação, desde 2007, de mais de 1 mil profissionais de saúde.

Os deputados foram recebidos pelo secretário Jorge Solla, por superintendentes e diretores da Sesab e diretores do HGE. O diretor geral, André Luciano, cirurgião geral pós-graduado em administração hospitalar e com 33 anos de atuação no antigo Hospital Getúlio Vargas e no HGE desde sua inauguração, em abril de 1991, apresentou aos parlamentares, ao secretário Solla e a funcionários da unidade que lotaram o auditório, dados sobre o maior hospital de trauma da Bahia. Os números, que conferem a dimensão do HGE, impressionaram os visitantes.

Eles percorreram vários andares do hospital, começando pelo CTQ – Centro de Tratamento de Queimados, visitando as alas de maior e menor complexidade. Passaram pela Pediatria, Internação Domiciliar e, finalmente, as diversas áreas da Emergência, o “coração do hospital”, segundo o diretor André Luciano. Segundo ele, são atendidos, em média, 300 pacientes/dia nos dias úteis e 400 pacientes/dia nos finais de semana. “Desses 300 pacientes, só 100 têm perfil de HGE. Os demais poderiam ser atendidos em outras unidades”, destacou.

B.F. – DRT/Ba 1158 – 20/05/2009 Ascom Sesab

não quero ser advogada de nada, mas, enquanto jornalista (não enquanto assessora, porque isso não sou, estou – o que sou é jornalista), quero só esclarecer umas coisas. A respeito de quase tudo que você fala, os problemas são históricos, e não causados pelos políticos que aí estão, nem mesmo pelo João, de quem gosto como pessoa e como parlamentar, mas não como executivo. Só quero destacar um trechinho no qual acho que seu comentário é questionável. Vejamos:
 
As propagandas do Governo Wagner é só de investimentos ou então tem um lindo refrão: É bom… Agora tem! Mais me diga! Tem o quê? Tem corrupção nas policia civil e militar e como sempre, os donos do poder querem abafar!”
 
Um caso de corrupção detectado na Polícia Militar (superfaturamento em compra de fardamentos, veículos, etc) não foi abafado pelo atual governo. Ao contrário, foi divulgado exatamente pelo governo, e já rolava há tempos, vide denúncias feitas anos atrás por Ivana Braga, em A Tarde – naquela época, sim, o governo tentou abafar de todas as maneiras, inclusive pressionando a repórter.
 
Quanto à saúde, que é a área onde atualmente trabalho, te digo que o trabalho desenvolvido pela Sesab tem sido grande e, se a superlotação permanece nos hospitais, há muitas causas para isso que independem do Estado, a exemplo da precária atenção que os municípios, mesmo após a adoção da política de municipalização pelo Ministério da Saúde (gestão plena municipalizada do SUS), têm dado às suas populações. Ao invés de se instrumentalizarem para garantir a assistência mais ampla possível, se usa em muitos municípios a política da “ambulancioterapia” , que é a prática de botar o paciente em uma ambulância e “despachá-lo” nas portas dos grandes hospitais de emergência de Salvador.
 
Na saúde soteropolitana, faltam postos de saúde equipados para atender a uma população numerosa, e essa população acaba também “desaguando” nas portas dos hospitais de emergência, mesmo quando os casos estão longe de exigir assistência emergencial – exemplo de pessoas que levam o filho com febre ao Hospital Geral do Estado, o HGE, que é um hospital de trauma, porque não foram atendidas em postos de saúde, como seria o normal e adequado caso esses postos funcionassem plenamente. Há também outro fato: em Salvador e Feira de Santana, maiores cidades do estado, só há hospitais de emergência estaduais, e não municipais.
 
Por outro lado, e isso abrange outros problemas que você citou, como os moradores de rua, o Brasil não se preocupa devidamente e em escala com uma questão crucial, mas crucial mesmo, que é a política de planejamento familiar. Países com população infinitamente menor têm priorizado essa política, mas o Brasil parece estar esperando chegar ao primeiro bilhão de habitantes para, aí sim, praticar a sério o planejamento familiar – e tomara que não chegue à situação da China, que, após o primeiro bilhão, passou a praticar não mais o planejamento familiar, que seria inócuo, mas o controle da natalidade, muito mais incisivo e invasivo à vida das pessoas.
 
Abraço
Berna Farias (se quiser postar o comentário em seu blog, fique à vontade!)
tempo nublado, alf

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veja só, não se trata de “incomodar os ouvidos da elite”, mas da postura de um homem público que deve, sim, dar exemplos mais edificantes – e isso inclui, sim, as expressões orais e gestuais – a toda uma sociedade. Ser popular é uma coisa, ser vulgar é outra. Ser uma pessoa que veio do povo não justifica determinadas expressões em um chefe de Estado. Minhas razões, expliquei em resposta a Brandão, a Mery e a Moa. E não me considero “de elite”, nem poderia, porque sou filha de família pobre de 12 filhos criada no interior da Paraíba e, em certo momento da infância, tive somente arroz e xuxu (plantado no nosso quintal, diga-se de passagem) na mesa do almoço.
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Vir do povo não justifica, repito, certas posturas, como desestimular o esforço pela educação de todo um povo com expressões e posturas do tipo “ler me dá preguiça” e se orgulhar de não ter diploma. Veja o exemplo de Vicentinho, outro sindicalista que, também vindo do povo, estudou já em estágio bem avançado da vida. Veja o exemplo de Marina Silva, empregada doméstica alfabetizada aos 16 anos e que nunca usou expressões chulas nos seus discursos e entrevistas.
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É de tudo isso que eu falo. De todo um futuro de um país. E me dói, sim, não só ouvi-lo dizer essas coisas, mas de colegas nossos, que têm na língua portuguesa seu principal instrumento de trabalho, escrevendo errado, falando errado. Educação é ouro, querido. E é em nome dela que eu critico, sim, o palavreado chulo de um presidente. Como disse em resposta a Brandão, não é por ser popular que ele tem que ser imune a tudo, até a críticas.

alf, pol

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