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Lembra-se do baiano Washington, artilheiro do Fluminense nos anos 80?
Assis (mais baixo) e Washington no Fluminense, nos anos 80
Nos anos 80 o Fluminense, que hoje reveza em segurar a lanterna da Série A com o Sport, era um timaço. E a dupla de ataque formada por Washington e Assis era conhecida como casal-20, em alusão a um seriado que fazia sucesso na TV. Washington é baiano, começou sua carreira no Galícia, se destacou no Atlético Paranaense e foi contratado – junto com Assis, que também despontou no rubro-negro paranaense – pelo tricolor das Laranjeiras.
Washington, atualmente, autografa camisa de homenagem ao “casal 20“Hoje, Washington é uma pálida lembrança da celebridade daqueles tempos. O blog está fazendo uma campanha para ajudar o antigo centro-avante. Vamos divulgar, falar da situação atual de Washington, que está com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), a doença conhecida como Mal do Esporte. A ELA é muito comum em esportistas e os cientistas acreditam que seu surgimento esteja ligado ao excesso de atividade física. O volante polonês Krzystof Nowak que defendeu o Atlético Paranaense em 1996 e 1997 faleceu vítima da enfermidade em 2005, com apenas 29 anos. Futebol, beisebol e triathlon são os esportes com maior incidência da doença.
Livro Homenageia o Vapor de Cachoeira
Inspirado no lendário “Vapor de Cachoeira” o designer, artista plástico e ilustrador, Enéas Guerra, co-autor com Pierre Verger, de dois livros de lendas africanas, está lançando o livro VAPORZINHO. Trata-se de um belíssimo trabalho, destinado não só ao público infantil, mas voltado principalmente para recriar o clima de epopéia da navegação a vapor na Bahia. A publicação, ricamente ilustrada com desenhos do autor, mostra tipos humanos característicos do Recôncavo que viajavam nos barcos a vapor, as mercadorias que eles conduziam, a importância econômica e cultural do vapor para a região, as comunidades ribeirinhas a saudar a passagem do barco através de vales verdejantes e o cenário das cidades colonias do Recôncavo. Merece destaque especial a maneira como o autor insere os barcos a vapor na paisagem cultural, física e principalmente ambiental do Recôncavo.
O lançamento será no sábado (16), às 16 horas, no Restaurante Santa Maria, Pinta e Nina, no Largo de Santana, Rio Vermelho em Salvador.
Sobre o autor
Ao longo dos anos, me impressiona a quantidade de gente que lê este blog e sequer sabe onde eu moro. Uns acham que ainda moro no Rio, outros acham que sempre morei em Salvador. Há ruído na comunicação, pelo visto.
Decidi então fazer uma pequena autobiografia, que finalmente vai esclarecer tudo aos leitores. Como eu tenho uma preguiça danada de escrever, aproveitei algo que escrevi há muitos anos e que tinha publicado em outro lugarUma atualizadinha de nada e pronto, o problema estava resolvido.
E aí vai. Resolvi também publicar uma foto. É velha, dez anos e muitos quilos a menos, mas é boa porque na minha cintura está uma Beretta .9mm e, na minha mão, uma Browning calibre 12, cano duplo. Deve servir para afastar essa ruma de filho da puta que vem aqui me encher o saco e me esculhamba e me chama de coisas feias como se eu tivesse culpa por ser assim como sou.
Nome
Rafael Galvão dos Santos da Silva de Jesus Júnior.
Idade
89, mas um corpinho de 74.
Idade mental
2, mas o doutor disse que é 1 só.
Cor
De burro quando foge.
Sexo
Quando dá. Mas anda tão difícil, meu Deus…
Profissão
Espectador atônito.
Onde trabalhou
Comecei a trabalhar muito cedo, para sustentar minha mãe alcoólatra e minha avozinha entrevada. Tinha 11 anos quando arranjei um estágio para limpar penicos no leprosário. Aos 15 já era leão-de-chácara no Cabaré de Cotinha. Depois de uma breve estadia no Juqueri, fui convidado a trabalhar lá mesmo, como espancador de velhinhos malucos. Foi bom, porque eu já fazia isso de graça; juntei então o útil ao agradável. Quando completei 18 anos e tive que servir o exército, bati o recorde de estadia na solitária, mas aproveitei o tempo torturando baratinhas incautas. Ao completar o serviço militar fui ser vapor no Borel, e pela minha competência em colocar cocaína na pipoca das crianças fui logo promovido a avião. Um pouco depois, devido a um pequeno problema com as autoridades constituídas, fui trabalhar como lanterninha num cinema que exibia filmes de putaria. Meninos, eu vi. Cansado de toda aquela sem-vergonhice, passei a tocar zabumba para Gilliard cover. Mas as coisas estavam difíceis, então fui trabalhar como alcagüete da polícia. Em pouco tempo fui promovido a torturador, onde apliquei tudo o que havia aprendido com as baratinhas no exército. Era um emprego informal mas que rendia bastante. Mesmo assim, para completar a renda, eu fazia uns bicos extorquindo pequenos traficantes. Cansado de não ver meu trabalho reconhecido me tornei ajudante de Mãe Valéria. Era eu quem fazia as vozes dos mortos que baixavam no terreiro. Depois fui para o Shopping Iguatemi, como gigolô de velhinhas carentes. Um ano depois entrei para o serviço público de Sergipe, levando mendigos para serem despejados na fronteira com a Bahia durante o governo João Alves. Aproveitei a experiência e logo depois passei a fazer contrabando de jabá na fronteira Brasil-Equador. Atualmente, vivo de renda. Dos outros.
Filhos
Tenho quatro filhas: Júlia, Sabrina, Bianca e Momentos Íntimos. Essa última vive me dando problemas. É uma danada.
Cantor
Waldick Soriano. Porque ele não é cachorro, não.
Cantora
Michael Jackson.
Animal de estimação
Nenhum. Mas minha mãe criou um rafael durante muito tempo.
Pensamento profundo
Penso, logo desisto.
Filme
“Alucinações Eróticas de um Jegue”. O diretor consegue criar, aqui, uma metáfora sobre a sexualidade humana num constante retorno ao mais recôndito do id, inserido no contexto da paranóia urbana do terceiro milênio. Essa metáfora pós-moderna representa um novo paradigma correlacionado ao paradoxo de uma moral sexual neo-liberal, resultando no surgimento de um movimento ecológico-reformista em contraposição à globalização em meio às crises nacionais. Não entendi porra nenhuma, mas o filme é genial.
Música
“Cadeira de Rodas”, de Fernando Mendes. Seus versos representam o que há de mais verdadeiro e mais pungente: “Sentada na porta, na sua cadeira de rodas ficava / Seus olhos tão lindos, sem ter alegria, tão tristes choravam / Mas quando eu passava a sua tristeza chegava ao fim / Sua boca pequena no mesmo instante sorria pra mim / Aquela menina era a felicidade que eu tanto esperei / Mas não tive coragem e não lhe falei do meu grande amor / E agora por onde ela anda eu não sei.” Isso é a verdadeira poesia popular. Fernando Mendes é gênio.
Melhor amiga
Hermenegilda, minha muriçoquinha de estimação.
Melhor amigo
Matei o filho da mãe semana passada.
Ator
Rocco Sifredi.
Atriz
Cicciolina e Savannah (que descanse em paz. Foi uma grande perda para a sétima arte).
Número de sorte
3,14
Hobby
Ler “O Mensageiro Católico” no banheiro, sentadinho e quieto, enquanto penso em como as coisas vêm e vão nesta vida.
Lugar
Atrás da bananeira.
Um beijo para…
Pra mamãe, pro papai e pra Xuxa.
Religião
Sou arcebispo da Igreja Rafaélica de Todos os Tostões, e espero que você contribua com o dízimo para que possamos continuar com a nossa obra em prol dos rafaéis carentes.
Perfume
O cheiro natural do corpo. Da Scarlett Johansson.
Frase
A vida é como rapadura. É doce mas é dura.
Programa de televisão
Tolerância Zero (porque a cana também é dura).
Prato predileto
Grátis.
Bebida
Tubaína.
Mulher ideal
Minha vaquinha Estrela. Cada peitão impressionante. E ela tem quatro.
Sonho de consumo
Eu quero comprar uma Ferrari Testarossa, uma mansão na Côte D’Azur, um castelo às margens do Danúbio, um iate de 64 pés, um LearJet último tipo com autonomia de vôo para dar a volta ao mundo, 563 ternos Armani, uma Adriane Galisteu e um japonesinho cego de um olho para carregar as malas.
Um conselho
Não dou conselhos. Vendo por um preço módico. Aceito cartão de crédito, cheque pré-datado — tudo em até 24 meses
ERRATA
Informamos que o nome correto do Coordenador de Direitos Autorais do Ministério da Cultura é Marcos Alves de Souza
Ao contrário do que foi, inadvertidamente, grafado no release anteriormente encaminhado .
Direito do autor ou direito do consumidor? O Conselho de Cultura da Bahia promove nova oportunidade para discutir a reformulação das leis de cultura brasileiras. Dessa vez, o debate se volta para os Direitos Autorais, com a presença do coordenador de direitos autorais do Ministério da Cultura Marcos Alves de Souza.
Nesta quarta-feira (17), às 15h,
O desequilíbrio entre o direito do autor e o direito da sociedade de ter acesso a sua obra é apenas um dos motivos da revisão da lei do direito autoral. Segundo o Minc, o campo autoral envolve uma série de atores e interesses e precisa ser atualizado em termos legais. A consulta pública do Ministério foi iniciada em 2007, através do Fórum Nacional do Direito Autoral.
Após a exposição de Marcos de Souza, será concedida a palavra aos Conselheiros de Cultura e ao público presente, para tirar dúvidas sobre o tema. O debate é aberto ao público e acontece na Avenida Sete de Setembro, anexo ao Palácio da Aclamação, 1330, no Campo Grande. O acesso de automóveis é permitido pelo Passeio Público.–
Conselho Estadual de Cultura Palácio da Aclamação Avenida Sete de Setembro, nº 1330 Cep.: 40.080-001 Salvador – 71 3117-6190
www.conselhodeculturaba.wordpress.com
Levy e Tanure se preparam para nova disputa na Justiça – Valor Econômico
Raquel Balarin e Talita Moreira, de São Paulo em 03/06/2009
O jornal “Gazeta Mercantil”, que circulou pela última vez na sexta-feira, deverá se transformar, em breve, no alvo de uma acalorada disputa judicial entre o empresário Luiz Fernando Levy, controlador da empresa Gazeta Mercantil S.A., e a holding Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), de Nelson Tanure. Os dois grupos vêm trocando farpas e nenhum deles se considera responsável pelo passivo da “Gazeta”. Levy diz que não recebeu o que Tanure prometera e que vai entrar com uma ação de perdas e danos. A CBM declara que pagou mais do que devia e informa que advogados de Levy agiram de má-fé e induziram procuradores do Ministério Público a pedir a penhora de receitas do jornal.
No centro da disputa está o contrato de licenciamento das marcas do grupo Gazeta Mercantil, de dezembro de 2003. A aproximação dos dois grupos começou em outubro de 2001. Levy negociou acordo com o empresário Nelson Tanure para a fusão das áreas comercial e industrial (distribuição inclusive) da “Gazeta” e do “Jornal do Brasil”. O controlador da “Gazeta” se dizia pressionado pela turbulência econômica mundial que se seguiu ao ataque às torres do World Trade Center, pela crise na Argentina e pelo câmbio, que encarecia o papel importado.
Dez dias depois do anúncio do acordo com Tanure, os jornalistas decidiram entrar em greve. Estavam com os salários atrasados. Cinco dias após o início da greve, Levy anunciava a suspensão do acordo com o JB e a contratação da consultoria Worldinvest, de Sérgio Thompson-Flores, para fazer a reestruturação da empresa. No mês seguinte, 543 funcionários eram demitidos e anunciava-se a redução dos jornais regionais.
No fim de 2002, Levy e Tanure passaram a disputas na Justiça. Tanure comprara os créditos do NationsBank e dizia que tinha direito a convertê-los no controle acionário da “Gazeta”. Além disso, cobrava na Justiça notas promissórias do ano anterior. A disputa acabou aproximando os dois empresários mais uma vez, mas eles não fecharam novo acordo porque, no início de 2003, Levy engatou conversas com German Efromovich, dono do grupo Marítima. Logo após um acordo operacional com a Marítima, a “Gazeta” enfrentou nova investida judicial de Tanure, que culminaria no arresto do call center.
Em julho daquele ano, após o fim do contrato de gestão entre a “Gazeta” e a Marítima, Tanure e Levy voltaram a negociações. No mês seguinte, a “Gazeta” fechou um acordo de transferência das áreas administrativa e comercial para a CBM. Em dezembro de 2003, foi finalmente assinado um contrato de licenciamento de todas as marcas do grupo.
Levy diz que o contrato previa dois pagamentos: um de R$ 60 milhões, que seria utilizado para abater dívidas trabalhistas, e outro de R$ 80 milhões, para quitar dívidas com fornecedores. Esses recursos ficariam depositados em uma espécie de conta gráfica e, depois de um determinado período, seria feito um encontro de contas. Além desses valores, Levy garante que havia ainda o pagamento de royalties de 3% sobre o faturamento anual das marcas da Gazeta, algo que ele calcula em torno de R$ 5 milhões ao ano.
“Ele (Tanure) anda dizendo que adiantou R$ 100 milhões. Se for isso, ainda faltam outros R$ 40 milhões, corrigidos. Não recebi nada, entreguei as marcas e no dia seguinte o Tanure já saiu faturando com o jornal”, afirma Levy. Diante da insistência da reportagem, Levy admite que recebeu adiantamentos dos royalties, já que o contrato era de 60 anos, mas diz que esses valores entrariam depois no acerto da conta gráfica. Ele também chegou a receber R$ 25 mil mensais pelo cargo de presidente do conselho editorial, embora o conselho não tenha sido criado. “Depois de um tempo, sem maiores explicações, cortaram isso.”
Djair de Souza, diretor jurídico da CBM, diz que Levy decidiu se afastar e que os R$ 25 mil se referiam a honorários para desempenho de funções editoriais. Segundo Souza, o contrato previa apenas o pagamento de royalties e os desembolsos superaram as estimativas. No caso das dívidas trabalhistas, em cinco anos teriam sido adiantados R$ 150 milhões, ou R$ 90 milhões acima do previsto. Para fornecedores, o valor também teria sido “bastante superior” aos R$ 80 milhões. Ele diz que os números foram auditados pela BDO Trevisan.
Não é só na questão de pagamentos que os dois grupos divergem. Levy diz que o passivo da “Gazeta” é de Tanure e que o empresário sabia que iria ser considerado pela Justiça como sucessor da empresa, com a obrigação de pagamento das dívidas trabalhistas. “O que ele não esperava era que a Justiça também daria sucessão para as dívidas fiscais, como o bloqueio de receita de publicidade legal para pagamento do Fisco. Na área fiscal está 90% do passivo que eu tinha”, afirma Levy.
Para a CBM, o responsável pelas dívidas é Levy. Souza diz que o contrato de licenciamento não transferiu as obrigações das empresas da “Gazeta” e que o direito ao uso da marca só foi cedido à CBM temporariamente. “A licenciada não pode ser considerada sucessora (…). Nesse sentido já se manifestaram juristas da qualidade de Ives Gandra da Silva Martins e Sacha Calmon Navarro Coelho”, rebate a CBM.
Os advogados de Tanure têm repetido que o estopim para a rescisão do contrato de licenciamento da marca, na semana passada, teria sido a percepção de que Levy estaria colaborando para que a CBM fosse considerada sucessora das dívidas. Com isso, ele conseguiria liberar seus bens pessoais que estão penhorados. Além do bloqueio de receitas das empresas de Tanure que exploravam as marcas da “Gazeta”, a Justiça do Trabalho em São Paulo decidiu no mês passado bloquear R$ 200 milhões do capital da Intelig, operadora que o empresário está vendendo para a TIM. A decisão foi encaminhada em carta precatória ao Rio para que Tanure fosse notificado, mas o juiz que a recebeu decidiu devolvê-la e saiu de férias. A juíza responsável pelo caso já enviou nova carta ao Rio, mas, até agora, Tanure não foi notificado oficialmente da decisão.
Mídia: Como a “Gazeta Mercantil”, que fechou nesta semana, foi um jornal de grande prestígio e decaiu
Um projeto derrotado pela má-gestão – Valor Econômico
Raquel Balarin e Talita Moreira, de São Paulo em 03/06/2009
A poltrona de Luiz Fernando Levy fica de frente para a ampla janela do 26º andar do World Trade Center, na zona sul de São Paulo. O porta-canetas é do InvestNews, o serviço de informações eletrônicas da “Gazeta Mercantil” que, junto com o jornal, deixou de ser veiculado nesta semana, com a decisão da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) de rescindir o contrato de licenciamento das marcas do grupo GZM. Além do porta-canetas, quase nada no escritório remete ao jornal de 89 anos do qual Levy é proprietário e que deixou de ser publicado na segunda-feira. Só um observador atento perceberia que alguns computadores ainda carregam a placa com o nome da “Gazeta Mercantil”, jornal que nasceu nos anos 20 como um boletim de falências, concordatas e preços de produtos agrícolas e que chegou a ser o maior diário de economia e negócios do país.
A “Gazeta” era pouco mais que um boletim no início da década de 70 quando Luiz Fernando, filho do deputado federal de origem udenista Herbert Levy, então sócio-presidente do conselho de administração do Banco Itaú América, decidiu com o pai desfazer-se de uma gráfica na rua do Gasômetro e investir na reformulação do jornal para torná-lo um diário sério, independente e influente. Já se começava a discutir no país a reformulação da Lei das Sociedades Anônimas e a expectativa era de uma fase de desenvolvimento das empresas nacionais.
Para a empreitada, os Levy decidiram investir em bons jornalistas. O jornalismo de negócios no Brasil era incipiente, mas as primeiras experiências começavam em revistas. O primeiro a ser contratado foi Hideo Onaga, da “Visão”, que permaneceu à frente da “Gazeta” por nove meses. Em seguida viria Roberto Müller Filho, considerado o grande responsável por reunir um grupo de profissionais que, na “Gazeta”, transformaria o jornalismo econômico brasileiro.
Müller chegara ao jornalismo pelas mãos de Claudio Abramo, como redator da editoria de internacional da “Folha de S. Paulo”, depois de ter sido preso e passado pelos porões do Raul Soares, navio ancorado em Santos, palco de atrocidades do governo militar. Funcionário da Cosipa, Müller, do Partido Comunista, fora responsável pela paralisação da aciaria, em 1964. O jornalista Matias Molina, então redator da internacional da “Folha”, acolheu-o. Discretamente reescrevia os textos que Müller, afetado pelas torturas aplicadas pelos militares, lhe entregava. Foi o início de um relacionamento profissional e pessoal que sobreviveu a todas as crises que mais tarde atravessariam juntos na GZM.
O inspirador do novo jornalismo de negócios – base do projeto da “Gazeta” – foi Harvey Poppel, economista formado em Harvard que vinha de bem-sucedida experiência no México com a revista “Expansión”. No Brasil, a Expansão foi lançada em 1971, em parceria com Francisco Crestana. Müller tornou-se editor da publicação e trouxe para seu reduzido grupo de repórteres Sidnei Basile, ex-”Folha”.
Atendendo a convite de Levy para dirigir a “Gazeta”, Müller deixou a “Expansão” em 1974. Sidnei juntou-se a ele, após rápida passagem pela “Exame”. Ambos haviam absorvido a receita de Poppel, ancorada na segmentação da cobertura de negócios. O time de profissionais convidados era de primeira linha, entre eles Aloysio Biondi, Matías Molina, Bernardo Kucinski e um jovem mas promissor jornalista, Celso Pinto. A receita da segmentação foi seguida à risca: cobertura setorizada e ampla publicação de cotações na seção de finanças e mercados. Molina era o guardião da precisão dos números e das informações e, para compensar os atrasos na entrega do jornal, desenvolveu um jornalismo analítico de forma a tornar o diário indispensável. Nascia o primeiro jornal nacional de economia e negócios.
Além do jornalismo, o projeto da “Gazeta” tinha um cunho político. Membros, ex-membros e simpatizantes do Partido Comunista e de outras correntes à esquerda compunham boa parte da redação. Em plena ditadura militar, os jornalistas acreditavam que o jornal poderia contribuir para a formação dos empresários e modernização e conquistá-los para os princípios da democracia e da livre iniciativa. Com isso, marcariam um tento importante contra o regime militar, que tivera o apoio dos empresários, especialmente os paulistas.
Ainda na década de 70, decidiu-se lançar o anuário “Balanço Anual”, como forma de diversificação das receitas. Müller “inventou” uma votação de líderes empresariais para acompanhar o anuário e formou um fórum a partir dos eleitos. Em 1978, o fórum anunciava o “Documento dos Oito”, assinado por nomes como Antônio Ermírio de Moraes, Claudio Bardella e José Mindlin, e que, em sua essência, defendia a democracia e a livre iniciativa, bandeira que, habilmente, Müller levara os empresários a encapar. O documento viria a ter importância vital para o início do processo de distensão política e redemocratização do país.
Levy dava à redação autonomia na condução da área editorial, que ganhava prestígio dia após dia. Mas, na área comercial, não acertava a mão. Os executivos vinham de outras editoras e traziam consigo o modelo comercial baseado em relacionamento com agências de publicidade, abordagem muito distante da que a “Gazeta” defendia e que estava ancorada no modelo editorial de informação segmentada. Sem compreender o produto, o comercial vendia pouco e defendia cortes na redação, sob a justificativa de que o jornal tinha mercado e receita pequenos, portanto, não comportava investimentos em qualidade.
Os embates entre comercial e editorial eram constantes até que, em 1983, Levy entregou a área comercial a Basile, que havia chefiado a sucursal de Brasília de 1975 a 1980 e acumulara ali experiência em gestão.
A primeira metade dos anos 80 foi uma fase de acelerado crescimento do faturamento da empresa e do prestígio do jornal. A “Gazeta” passaria de um faturamento de US$ 13 milhões em 1983 para cerca de US$ 100 milhões em 1987, com uma tiragem de 40 mil exemplares. A década, entretanto, marcou também o início das operações malsucedidas. Em 1982, Levy fez a primeira operação de capitalização da empresa, de US$ 6 milhões, com emissão de debêntures do jornal e de ações de uma gráfica, que não seria construída. Os papéis foram comprados por empresas e bancos como Itaú, Bradesco, Safra, Econômico, Votorantim e Paranapanema.Os empresários acreditavam que os recursos seriam para a construção da gráfica, mas eles foram aplicados em outras operações, como a aquisição da revista “IstoÉ”, até então nas mãos de Fernando Moreira Salles.
Para Levy, a estratégia era clara: a diversificação dos negócios com a criação de uma editora de revistas e a redução da dependência do título “Gazeta Mercantil”. A compra da “IstoÉ” é apontada por muitos como um grande erro, que teve como pano de fundo uma disputa entre Levy e Müller. Um era o dono de um jornal de prestígio, mas o poder estava nas mãos do outro, que transformara a “Gazeta” e tinha forte ascendência sobre sua equipe.
ara tocar a “IstoÉ”, Levy convidou o jornalista Milton Coelho da Graça e proibiu Müller de entrar entrar no prédio da revista. Levy nega qualquer tipo de tensão entre ele e Müller e diz que seu relacionamento com o jornalista sempre foi muito forte. “Pode perguntar a ele”, diz. Informado sobre a recusa de Müller de dar seu depoimento, provavelmente por estar abalado com a paralisação da circulação da Gazeta, Luiz Fernando se emociona – a única vez que demonstraria esse sentimento em quase duas horas de entrevista ao Valor.
Com a compra da “IstoÉ”, Müller optou por licenciar-se do jornal para se tornar chefe de gabinete de Dilson Funaro, o ministro da Fazenda que iria liderar o Plano Cruzado. Basile e Molina continuaram a tocar o dia-a-dia do jornal, que vivia uma fase de crescimento vertiginoso.
A edição da “Gazeta” tinha à época uma margem de lucro de 25%. Os resultados melhoravam ainda mais com a edição de relatórios especiais, com foco em setores da economia, lançados na segunda metade dos anos 80 e que chegavam a ter margem de 75%. Com isso, a “Gazeta” se transformara em uma grande fonte de recursos, que acabava por abastecer as outras empresas do grupo, inclusive as agropecuárias. Levy dividiu a empresa em unidades de negócio, que se reportavam a uma holding. As unidades eram o jornal, a distribuidora e a gráfica, que ainda seriam montadas. A unidade jornal faturava, mas o fluxo financeiro seguia todo para a holding, que se ocupava da gestão do caixa.
O cenário levou Levy a buscar uma expansão cada vez maior. Em 1986, foi convencido pelo então diretor regional do Rio Grande do Sul, Hélio Gama Filho (seu amigo até hoje), a criar um jornal local. Embora tivesse sido alertado pelos executivos da matriz de que a iniciativa poderia ser desastrosa – empresas locais poderiam deixar de anunciar na cara edição nacional e migrar para a edição local -, Levy decidiu ir adiante. Esperava arrendar o maquinário de um jornal que havia ido à bancarrota. Não conseguiu e a aventura durou apenas dois anos, até 1988.
Na “IstoÉ”, a aventura durou um pouco mais, de 1984 a 1988, quando Luiz Fernando entregou a revista ao atual controlador, Domingo Alzugaray. A sinergia entre a “IstoÉ” e a “Gazeta” se resumia à área administrativa. As redações eram separadas, a circulação era diferente e as gráficas não eram as mesmas. Perdeu-se muito dinheiro.
Os dois episódios levam Luiz Fernando hoje a uma autocrítica. “Eu era atirado, fazia muitos negócios ao mesmo tempo, sem cronograma. Foi um erro, assumo.” Naquele momento, ele não enxergava assim. Mesmo com as operações malsucedidas, começou, no fim dos anos 80 e início dos 90, a acalentar um projeto ambicioso, de criação de uma rede de jornais em todos os Estados. Para alguns ex-executivos da Gazeta, os jornais regionais foram mais uma tentativa de diluir o poder da equipe da matriz liderada por Müller, que, a essa altura, voltara da experiência de 22 meses à frente da chefia de gabinete de Funaro. Müller retornara, mas mais fraco e, como o restante da equipe de Funaro, arrastando o peso do fracasso do Cruzado.
No início dos anos 90, as diretorias regionais cresceram de forma espantosa e a área editorial e comercial de São Paulo perdeu a ingerência sobre elas. Encabeçadas por jornalistas, as regionais passaram a responder diretamente a Levy, que, em 1993, fez uma convenção no hotel Rio Palace com todos os diretores para decidir pelo lançamento, ou não, de um caderno para cada região, que circularia encartado na “Gazeta”. Müller boicotou a convenção. Basile foi e argumentou que aquele projeto seria o fim de um jornal vencedor, que, àquela altura, detinha o monopólio em informações econômicas. Foi uma defesa premonitória.
Dos 52 diretores e 7 vice-presidentes, 26 chegaram a votar. A votação estava empatada quando foi servido, antecipadamente, o almoço. Em seguida, foi suspensa por Levy. Ele decidiu levar adiante os cadernos regionais e diz que não se arrepende da iniciativa. “Esses cadernos traziam muitos assuntos de interesse do pequeno e médio empresário e atraía publicidade desse segmento. Os anúncios que publicávamos nos regionais não teríamos jamais na edição nacional.” Em 2000, a “Gazeta” chegou a editar 21 jornais regionais. Nas redações nacional e estaduais empregava 700 pessoas, a maioria jornalistas.
Levy também não considera um erro o PCC, sigla que recentemente ganhou as páginas de polícia, mas que, na segunda metade dos anos 80, quando começou a ser empregada pela “Gazeta”, queria dizer “por conta de crédito”. Tratava-se de antecipação de venda de anúncios, com descontos, que, na década de 90, chegaram a 80% do valor de tabela. “Isso era vantajoso. Não precisávamos tomar dinheiro emprestado em bancos”, diz Levy, para emendar em seguida: “Talvez apenas o percentual de utilização desse recurso tenha sido muito elevado.” Para os de fora, o desconto era um ato de desespero, sinal do quanto a empresa precisava de dinheiro e de sua dificuldade em chegar aos bancos.
A gestão financeira da “Gazeta” sempre foi confusa. Além do PCC, espaços publicitários no jornal eram permutados por produtos para outras empresas do grupo. Os atrasos nos salários dos jornalistas, no princípio de um ou dois dias, começaram a ficar cada vez maiores no início dos anos 90. De acordo com a faixa salarial podia chegar a mais de um mês, num período em que a inflação superava 50% ao mês. Para compensar os funcionários, foi criado um adicional de correção monetária sobre os dias em atraso que, por sua vez, quando era depositado, também já estava defasado. Não se faziam os recolhimentos ao Fundo de Garantia, ao INSS e à Receita Federal, embora se descontasse o IR dos funcionários. O jornal chegou a ocupar por mais de dez anos um moderno prédio na zona sul de São Paulo sem pagar aluguel ao dono do edifício, o fundo Sistel. A frase cunhada por Molina resumia bem o quadro: “A Gazeta é um grande jornal à procura de uma empresa”.
Os problemas financeiros persistiram mesmo com três operações de debêntures conversíveis, abertura de capital no fim
1993 (em que fundos de pensão liderados pela Previ injetaram US$ 22 milhões na empresa em troca de 16% do capital, para, poucos anos depois, contabilizar o investimento como perda) e da venda de 50% do InvestNews para a Portugal Telecom por US$ 60 milhões em 2000. O descontrole financeiro é creditado por ex-executivos a erros de gestão, em especial à estratégia equivocada de expansão iniciada em meados dos anos 80 e que se intensificou com a saída de Müller e de Basile, em 1993. Molina permaneceu à frente da redação, como editor-chefe, e Dirceu Brisola assumiu a direção do jornal. Era o início de um processo profundo de mudanças na redação que se completaria pouco mais de três anos depois, com a diáspora dos editores do jornal.
Molina, às vésperas de completar 60 anos, vinha preparando seu substituto, o jornalista Celso Pinto, que, em 1994, voltava de um período como correspondente em Londres. Na matriz, uma de suas primeiras atribuições foi liderar um novo projeto do jornal, que viria a agrupar as mais de vinte editorias em apenas três cadernos. Sob a influência do jornal “Financial Times”, Celso queria revigorar a cobertura de negócios com um jornalismo mais ágil e noticioso. A indicação de Celso como substituto de Molina era vista como um processo de continuidade.
Mas nada saiu como o esperado. Levy preteriu Celso e trouxe de Washington o jornalista Antonio Pimenta Neves, que já tivera uma passagem pela “Gazeta” e que trabalhava no Banco Mundial (anos mais tarde, já como diretor de redação de “O Estado de S. Paulo”, ele viria a assassinar a jornalista Sandra Gomide, a quem conhecera na “Gazeta” e por quem se apaixonara). Com a chegada de Pimenta, Celso decidiu sair do jornal. Era o início do desmonte da redação. Um a um, os editores foram saindo e se espalhando por outras redações.
Depois de Pimenta, a redação foi dirigida por Mário Alberto de Almeida e, nos anos 2000, por uma sucessão de jornalistas – inclusive pelo próprio Müller, por um breve período. Paralelamente, seguiam-se os projetos de expansão: lançamento da “Gazeta Mercantil Latino-Americana”, Gazeta internacional e até a criação de estúdio de TV para um programa que teria a direção artística de Caetano Veloso.
No fim dos anos 90, a situação financeira se deteriorara ainda mais e Levy decidiu procurar um sócio. Em 1997, contratou o NationsBank para realizar uma reestruturação financeira e a venda de uma participação minoritária. O banco fez um empréstimo-ponte de US$ 30 milhões, que pouco depois seria transformado em debêntures que não foram pagas. Em 1999, quando os papéis venceram, o prejuízo da “Gazeta” era de R$ 154,4 milhões, três vezes mais que o do ano anterior. O patrimônio líquido era negativo em R$ 39 milhões.
Nessa época, a “Gazeta” havia sido oferecida a todos os grandes veículos de comunicação do país e a alguns estrangeiros, como o espanhol “Recoletos”. Um executivo de um desses grupos conta que no fim dos anos 90 todos receberam uma brochura com dados contábeis e uma data para entrega de um envelope fechado com propostas. Todos participaram do processo e a Editora Abril, que teria oferecido o maior valor (estima-se US$ 100 milhões), ganhou o direito exclusivo de fazer uma verificação dos números. Levy nega que tenha havido um processo coordenado de venda, mas admite que chegou a negociar com todos os grupos de mídia do país. No caso da Abril, o negócio esbarrou em uma proposta de última hora de aquisição do controle, quando Luiz Fernando queria apenas vender uma participação minoritária. “Tudo sempre esbarrou na questão do controle, do qual eu não queria abrir mão. Negociei com todos”, diz, acrescentando que o acordo com o Recoletos foi o que chegou mais perto de ser concretizado.
Em 1999, os grupos Globo e Folha decidiram se unir para lançar o Valor. Alguns observadores interpretaram o movimento como um sinal do fim próximo da “Gazeta”, àquela altura mergulhada em dívidas impagáveis. Em um primeiro momento, a concorrência com o Valor levou a “Gazeta” a investir em pessoal e na cobertura jornalística. Mas o movimento não se sustentou e, antes que o novo jornal de economia se transformasse em rival de peso no mercado publicitário, a “Gazeta” já enfrentava a crise final, que forçaria os Levy a abrir mão do jornal.
A história da “Gazeta Mercantil” foi reconstituída a partir de depoimentos de ex-executivos e funcionários da empresa e de Levy. Müller , um dos personagens principais, preferiu não se manifestar.
O comando da redação 03/06/2009
Arquivo pessoal
Roberto Müller Filho dirige reunião com os principais jornalistas da “Gazeta”, no fim dos anos 70 (em sentido horário, começando pela esquerda): Celso Pinto, Pedro Lobato, Paulo Totti, Fausto Cupertino, Klaus Kleber, Jaime Mattos de Sá, Claudio Lachini, Tom Camargo, Ronaldo Campos, Sidnei Basile, Antônio Gouveia Júnior, Glauco Carvalho, Frederico Vasconcelos, Valério Fabris e Müller, que eram editores em São Paulo ou diretores de sucursais.
Na época, Matías M. Molina estava em Londres, onde era o correspondente. O encontro ocorreu na sede da “Gazeta Mercantil”, à rua Major Quedinho, no centro velho de São Paulo.
| Justiça do Trabalho determina penhora de ações na Intelig para pagar dívidas da Gazeta Da Redação ![]() |
| Embora Nelson Tanure não queira ser reconhecido como sucessor das dívidas trabalhistas da Gazeta Mercantil, que é o que vem acontecendo, a Justiça do Trabalho determinou que as ações e cotas societárias que o empresário tem na empresa Intelig fiquem penhoradas para garantir o pagamento de R$ 200 milhões a ex-funcionários. Tanure pode recorrer da decisão, que partiu da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo, no último dia 21/05.Foram justamente essas dívidas trabalhistas que levaram Tanure a desistir do arrendamento da marca Gazeta Mercantil, negócio fechado há quase seis anos. O contrato previa o uso do título por 60 anos, mas essas dívidas têm inviabilizado o negócio, segundo a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) anunciou em comunicado.A ação pedindo a penhora das ações foi movida pela empresa Problem Solver e a Associação dos Funcionários e Ex-Funcionários da Gazeta Mercantil quando seus advogados tomaram conhecimento de que Tanure vendeu por R$ 650 milhões suas ações na Intelig para a TIM.“Essa decisão vai forçar a CBM a negociar novamente com a gente”, comemora Marcelo Moreira, presidente da Associação dos Funcionários e ex-Funcionários do jornal. Ele lembrou que Tanure vem perdendo as ações que correm na Justiça que o reconhecem como sucessor das dívidas trabalhistas.
“São 300 ações. Todas as sentenças que pedem o pagamento dos salários atrasados, fundo de garantia não depositado e verbas rescisórias já estão em fase de execução. Pelo menos a metade já passou pela perícia e está em fase de liquidação”.Com a penhora das ações da Intelig, o negócio com a TIM fica prejudicado. Tanure terá que sanar as dívidas para dar prosseguimento à venda da companhia. Empresário quer encontrar soluções para manter jornal Leia também: |
Buraco de Maroca
Lança CD do Grupo Barlavento
será lançado dia 28 de maio na Varanda do Sesi Rio Vermelho o CD do Grupo Barlavento lança no próximo dia 28, às 20h, no Jequitibar Café, Varanda do Sesi Rio Vermelho, o CD “Buraco de Maroca”. O patrocínio é da Bahiagás, através do edital de apoio institucional. O lançamento contará com participação especial dos grupos Sambadores de Mutá e Mandaia. O disco, que conta com 11 faixas, será vendido no próprio local a R$ 10,00. As lojas Pérola Negra e Mídia Louca também estarão vendendo o Cd, que poderá, ainda, ser solicitado através do e-mail grupobarlavento@ gmail.com.
A produção foi feita dentro da proposta do grupo de preservar e divulgar o samba de roda. As músicas do Cd “Buraco de Maroca” são de autoria de Davizinho de Mutá, Hamilton Reis, Ricardo Cruz, Júlio Caldas, Djalma de Jurema, Gereba e Carlos Pita. PLURALIDADE – Gravado em Salvador, com direção de Júlio Caldas, e prensado com patrocínio do Governo do Estado da Bahia, através da Bahiagás, “Buraco de Maroca” traz músicas para todas as faixas etárias, ao ritmo do autêntico samba de roda. Entre os destaques estão as faixas: “Pra iluminar você”, que conta com a participação do Grupo Mandaia; “ Samba pra Jurema” com o Maestro Fred Dantas no trombone; e “Aonde?” que conta com arranjo de Kiko Souza na flauta. Além disso, a música carro-chefe do Cd, “Buraco de Maroca”, é uma homenagem a Dona Maroca, moradora da cidade de Ourives que se banhava todos os dias em um rio do local, o que gerou a composição da música. É um disco simples que prioriza mostrar a importância do samba de roda como formação cultural da música Brasileira.
Neste CD o Barlavento inovou e, além dos ritmos nordestinos sempre presentes em suas músicas, gravou “Cadê Barravento?” em ritmo de samba reggae, algo novo para o grupo. No álbum, o Barlavento também homenageia o Candomblé, que para os integrantes do grupo é o berço do samba de roda. Hamilton Reis destaca ainda a presença do “samba junino”. “Neste trabalho, mostramos como a cultura do samba junino é absorvida nas vilas de pescadores, onde nem sempre as pequenas comunidades podem contratar um grupo típico junino. Assim, o samba-de-roda toma a forma e entra no ritmo do São João”, ressalta. Para homenagear o período junino, o cd conta com duas faixas “Casa de Bombeiro” e “São João na Beira do Mar”, com arranjos do sanfoneiro Silvinho. Apesar de seguir a linha de quando o grupo ainda se chamava Barravento, tendo dois cds lançados com a antiga formação, “Buraco de Maroca” está recheado de músicas inéditas e, segundo Davizinho de Mutá e Hamilton Reis, está mais livre e mais profissional do que os anteriores.
BARLAVENTO – Fundado em 2007 por Davizinho de Mutá e Hamilton Reis, após a saída de integrantes do antigo Barravento, que durou aproximadamente 15 anos, o grupo Barlavento tem como proposta principal divulgar o samba de roda feito por mariscadeiras e pescadores do interior da Bahia, ajudando a preservar a identidade do povo do Recôncavo. As canções retratam a vida dos pescadores, das pessoas simples que moram à beira mar, homenageiam o candomblé e resgatam o samba tradicional. O grupo é responsável também pelos Sambadores de Mutá, grupo formado para reunir pescadores e mariscadeiras de Mutá e que, muitas vezes, acompanham o Barlavento em suas apresentações. A música do grupo resgata e preserva a música popular do Recôncavo e dos ritmos nordestinos tais como forró, baião, xaxado, xote, dentre outros. Esta iniciativa de criar músicas do Recôncavo na capital baiana confere ao grupo influências urbanas e um maior leque para explorar os diversos estilos regionais, daí a singular interpretação das músicas ser outra forte marca do Barlavento.
Serviço - O que? Lançamento do Cd Buraco de Maroca do grupo Barlavento Onde? Jequitibar Café, Rua Borges dos Reis, nº8, Varanda do Sesi Rio Vermelho Quando? 28 de maio, às 20h Quanto? Gratuito Informações: www.barlaventosamba deroda.com.br www.myspace. com/barlavento Vanessa Costa Assessora de Imprensa 71 88649723
da Vanda no Forquilha
Alguém me disse, certa vez, que o mal parece que toma conta do mundo. Só se ouve notícias ruins, de mortes, de assaltos, de corrupção… Não creio. Acredito que o bem é mais forte e que, assimo como a energia positiva neutraliza a negativa, o bem pode neutralizar o mal. O problema está em que o mal parece dar mais ibope, principalmente quando as pessoas estão fragilizadas que esquecem de raciocinar. Isso o medo faz.
Quem quiser ver um exemplo é só assistir o filme apocalyptico, que faz uma abordagem interessante do medo. A corrente do bem, quero lhes propor a criar a corrente da mídia pelo bem. No filme, um garoto cria a corrente, onde cada pessoa que recebe um favor retribui fazendo um favor a outras três pessoas. Aqui, sugiro que cada um de nós procure ver o mundo ao seu redor com os olhos do bem e que, ao ver uma ação positiva pela neutralização do mal, anote e divulgue. O Forquilha se propõe a ser a central de divulgação.
Mande sua informação através de comentário desta confabulação no forquilha ou através do e-mail correntedamidiapelo bem@gmail. com. Além de postado aqui, repassarei para o mailing da imprensa.
Já há algum tempo venho pensando em como podemos reagir – nós, que acreditamos na força do bem. E, inspirada no filme
Conto com você para dar mais visibilidade ao bem, às boas ações.–
Postado por VANDA AMORIM no FORQUILHA em 5/11/2009 05:13:00 PM






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Carta dos leitores