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Aplicações do FNE em 2010 devem gerar
1,2 milhão de empregos e ocupações
Cálculos do Etene têm como base a Matriz de Insumo-Produto do Nordeste
Salvador (BA), 16 de dezembro de 2009 – A aplicação prevista de R$ 8 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), em 2010, deve gerar impactos na Região de R$ 19,1 bilhões em Valor Bruto da Produção, de R$ 3 bilhões em salários e de R$ 2,8 bilhões em tributos. A estimativa é de que serão gerados 1,2 milhão de empregos e ocupações no País, dos quais cerca de 942 mil somente na área de atuação do Banco do Nordeste.

Os cálculos são do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, com base na Matriz de Insumo-Produto (MIP), que analisa os impactos das aplicações do FNE, no próximo ano, no Nordeste e nas demais regiões.

No restante do País, considerando que o setor produtivo da Região adquire bens e serviços nas outras regiões, os impactos das aplicações do FNE deverão ser de R$ 13,3 bilhões em Valor Bruto da Produção, de R$ 1,7 bilhão em salários e de R$ 2,5 bilhões em tributos. O número de empregos e ocupações a serem gerados está estimado em 208 mil.

Quando se somam os números relativos aos impactos no Nordeste e nas demais regiões, chega-se a R$ 32,4 bilhões em Valor Bruto da Produção, a R$ 4,8 bilhões em salários e a R$ 5,3 bilhões em tributos. Já o número de empregos e ocupações deve atingir 1,2 milhão.
Instrumento importante

O superintendente do Etene, José Narciso Sobrinho, ressalta que os impactos calculados ocorrerão ao longo do período de maturação dos projetos, prolongando-se a partir de 2010 e anos seguintes.
Conforme Narciso, a MIP constitui valioso instrumento de avaliação dos impactos gerados pela aplicação dos recursos do FNE, sobretudo por “permitir orientar futuros programas de aplicação, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da Região”.
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Banco do Nordeste do Brasil S.A.
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Escolaridade é a principal exigência
do mercado de trabalho na RMS

O mercado de trabalho da Região Metropolitana de Salvador é o segundo mais exigente do País na hora de contratar. sei marca (2)O tempo de estudo se sobressai como o mais importante dos pré-requisitos exigidos pelos empregadores, seguido de experiência profissional. As informações são do Boletim Especial sobre Estratégias de Procura do Trabalho, Uso do Seguro-Desemprego e Qualificação Profissional na Região Metropolitana de Salvador, realizado pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). Segundo o documento, de maio a outubro de 2008, um total de 1,461 milhão de pessoas com 14 ou mais de idade fizeram parte do contingente de ocupados na RMS, dos quais 73,2% foram identificados como assalariados. Em 61,2% dos casos de emprego, foram exigidos níveis específicos de escolaridade. A segunda mais importante exigência, ocorrida em 34,6% das contratações, foi a experiência anterior.

Entre as seis regiões pesquisadas pela PED (São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Distrito Federal), a Região Metropolitana de Porto Alegre é onde se exige mais pré-requisitos dos trabalhadores: em 80% dos casos a contratação esteve sujeita ao atendimento de exigências. A RMS aparece em segundo lugar, com taxa de 74%, superior à da Região Metropolitana de São Paulo (68,4%), na terceira posição.

O Boletim Especial foi elaborado a partir da Pesquisa Suplementar Informações para o Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda, realizado pelas instituições do Sistema PED em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre os meses de maio a outubro de 2008. Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), este trabalho se concretizou com os esforços da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Rede de contatos é importante meio para colocação no mercado de trabalho

A rede de contatos pessoais, por meio de parentes, amigos ou conhecidos, foi decisiva para 63,5% dos assalariados conquistarem seus atuais postos de trabalho. Em seguida, os contatos diretos com o empregador (19,7%) e o engajamento em concursos públicos (12,6%, sendo que este percentual passa para 64,6% quando se trata especificamente do emprego público) foram formas utilizadas para a obtenção do trabalho em empresas, órgãos públicos ou domicílios. Em menor proporção, as estruturas especializadas para a intermediação da força de trabalho foram utilizadas por 4,3% dos trabalhadores assalariados.

A quantidade de empregados que relataram ter obtido o trabalho atual por meio de contatos pessoais foi mais elevado entre os trabalhadores domésticos (95,7%), seguido do setor privado (67,7%) e do setor público (26,5%).

Escolarização é principal condição para a obtenção de emprego

As condições requeridas dos assalariados foram, principalmente, de níveis específicos de escolaridade (61,2%) e experiência profissional (34,6%). Em menor medida, aparece a necessidade de comprovar a realização de cursos ou deter conhecimentos específicos (28,0%).

A escolarização é muito requerida para aqueles que se engajam pela via do concurso público (95,3%) e por meio de agencias privadas de intermediação (90,4%) e postos públicos de intermediação (86,1%). Já a experiência de trabalho é mais cobrada entre os que se utilizaram do contato direto com o empregador (47,5%) e pelos que o fizerem através de parentes, amigos e/ou conhecidos (35,1%). Já cursos e conhecimentos específicos foram mais exigidos nas seleções realizadas diretamente pelos empregadores (40,6%).

No setor privado, as exigências de níveis específicos de escolarização foi um critério definidor para 63,3% dos contratados e a experiência anterior de trabalho foi um crivo para 42,9%. No setor público, a escolarização foi exigência para 87,7% dos assalariados, enquanto cursos ou conhecimentos específicos foram requeridos de 24,6%. Além disso, a proporção de servidores públicos para os quais experiência anterior foi decisiva na contração alcançou 12,7%.

O emprego doméstico responde por parcela expressiva da ocupação metropolitana (8,4%), constituindo-se, na maior parte dos empregos, em espaço de absorção da força de trabalho negra feminina. Neste caso, as exigências se restringem exclusivamente a experiência anterior (21,0%).

População da RMS é a terceira que mais busca qualificação

A pesquisa reitera a importância da qualificação profissional para a inserção no mercado de trabalho ao apresentar indicadores como taxas de desemprego mais baixas e rendimentos maiores para os segmentos mais qualificados.

Nos últimos três anos, 27,1% da população com 14 anos e mais de idade na Região Metropolitana do Salvador participou de cursos destinados à qualificação profissional. Este percentual se aproxima muito do identificado na RMBH (27,3%) e está aquém do observado no Distrito Federal (36,8%), à frente das demais regiões pesquisadas.

Conforme a inserção ocupacional e condição socioeconômica, é maior o contingente daqueles que buscaram qualificação nestes últimos três anos entre os atuais desempregados (40,1%), seguidos dos ocupados (32,3%) e inativos (14,7%). Em qualquer uma dessas inserções, é certa a relação entre iniciativas de qualificação e renda disponível por membro da família. De tal sorte que mais de dois terços dos desempregados do grupo de maior patamar de renda familiar per capita, participaram de cursos formativos, em face de apenas 29,5% dos desempregados do grupo de menor rendimento médio per capita.

Além da renda e dos atributos pessoais, outra variável que mantém relação próxima com a qualificação profissional por cursos ou treinamento é a escolaridade, o que se evidencia com a incorporação de recortes de renda. Com efeito, quanto maior a escolaridade, maior o percentual de participação em cursos preparatórios para o trabalho, o que se acentua com o ensino médio completo e níveis de renda mais elevados.

As razões para não qualificação na RMS, particularmente daqueles residentes que demonstram necessidade e interesse, recai sobre dois obstáculos: a falta de recursos (27,8%) e a falta de tempo (17,5%). A ausência das condições mínimas para o financiamento de ações formativas aflige mais acentuadamente àqueles que se inserem em agrupamentos familiares de menor renda (44,2% do grupo de menor renda), enquanto a escassez de tempo foi registrada em maior proporção entre indivíduos que contavam com a maior disponibilidade de renda de suas famílias (23,9%, no grupo de maior renda).

Uso do Seguro-desemprego na Região Metropolitana de Salvador

Na RMS, 15,5% dos residentes com idade igual ou superior aos 14 anos utilizaram o suporte financeiro dado pelo seguro-desemprego em algum momento ao longo dos últimos oito anos. Até outubro de 2008, um contingente de 440 mil pessoas serviram-se deste mecanismo para sustentação temporária de renda, no período compreendido entre janeiro de 2000 e outubro de 2008.

Balizado o volume de postos de trabalho perdidos (1,5) que, a princípio, habilitam ao recebimento das parcelas do seguro-desemprego, foi observado que o número médio de uso desse benefício ficou bem mais restrito (1,3 vezes). Entre as razões que limitaram o acesso efetivo ao seguro-desemprego pelos trabalhadores da RMS, estão: o fato de o tempo de permanência no posto perdido não alcançar o limite mínimo de 6 meses (30%), seguido por Outros Motivos (26,5%) e devido ao afastamento do trabalho ter ocorrido por iniciativa do empregado (15,4%). Já a finalização de contratos temporários de trabalho motivou o não recebimento do seguro por 14,2% dos trabalhadores que perderam postos assalariados regulamentados.

Quando esta população usuária do seguro-desemprego é examinada sob a perspectiva de sua inserção econômica atual, destaca-se que foi de maior expressão daqueles que utilizam ou utilizaram este instrumento entre os ainda economicamente ativos (13,8%). Esta situação, por sua vez, decorreu da proporção mais elevada dentre os trabalhadores atualmente ocupados (10,3%), que acumulam perdas de postos assalariados com carteira de trabalho assinada nos últimos oito anos. Dentre os desempregados, que no momento das entrevistas pressionavam a estrutura produtiva da RMS buscando uma oportunidade de trabalho, apenas 3,5% estavam usando ou usaram o seguro entre 2000 e 2008. Entre os inativos, esta proporção era de 1,7%. Ascom/ SEI 75 3115-4729

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Inauguração da nova sede da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan, vai inaugurar, dia 16 de outubro, o novo escritório da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED/RMS). O evento será realizado no local de sede, no edifício Oscar Cordeiro (prédio da Cesol), nº 16, 3º andar, rua Álvares Cabral, Comércio.

Estarão presentes no evento o governador do Estado em exercício, Edmundo Pereira, o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, o secretário do Trabalho Emprego Renda e Esportes, Nilton Vasconcelos, o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, o diretor de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira, e a coordenadora do Dieese/BA, Ana Georgina Dias.

Os 81 técnicos que compõem a pesquisa vão ganhar um novo escritório projetado para seu funcionamento. “Depois de 13 anos de atividade, a Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador vai receber um espaço com o layout planejado, pensando na melhor comunicação e funcionalidade do trabalho dos profissionais”, ressaltou Vânia Moreira, coordenadora de Pesquisas e Sistemáticas Especiais da SEI e também coordenadora da PED/RMS.

Além de observar os movimentos mensais do mercado de trabalho, a equipe da PED elabora estudos específicos, como os Boletins Especiais: A Mulher no Mercado de Trabalho, Os Negros no Mercado de Trabalho da RMS, Trabalho Doméstico e Igualdade de Gênero e Raça, entre outros. A pesquisa também busca atender às demandas externas com a elaboração de Suplementos, como é o caso da Pesquisa sobre a Participação Popular no Carnaval de Salvador, realizada em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult), a Pesquisa “Informações para o Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda”, junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a Pesquisa sobre Mobilidade Residencial e Ocupacional na Metropole Baiana.

A PED/RMS é realizada, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Universidade Federal da Bahia (Ufba), a Secretaria do Trabalho Emprego Renda e Esportes da Bahia (Setre) e a Fundação Seade. Além de ser aplicada na Região Metropolitana de Salvador, ela também acontece em mais seis localidades: São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife e Fortaleza.

O quê: Inauguração da sede da PED/RMS  Dia: 16 de outubro Onde: rua Álvares Cabral, edifício Oscar Cordeiro (prédio da Cesol), nº 16, 3º andar, Comércio Horário: 16h30. Ascom/SEI 71 3115.4729

Bahia acumula 54.740 empregos em 2009sei marca (2)
Setembro registra saldo de 10.765 novos empregos e é recorde na série histórica.

A Bahia gerou 10.765 empregos formais com carteira assinada, em setembro de 2009. Um saldo recorde para o mês, sendo substancialmente superior a todos registrados nos meses de setembro desde o ano de 2002, e duas vezes maior ao verificado em setembro de 2008 (5.313). Este saldo é o resultado obtido pela diferença entre a movimentação mensal de 58.493 trabalhadores admitidos e 47.728 desligados na Bahia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento.

Na avaliação do secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, “os dados do CAGED refletem a conduta acertada do Governo do Estado na administração da crise econômica, sendo a Bahia responsável por 39,5% do contingente de novos empregos no Nordeste com 138.440 vagas preenchidas em 2009”, destacou Pinheiro.

O saldo anual (54.740) garante a trajetória positiva do mercado de trabalho formal na Bahia. Segundo análise do Diretor Geral da SEI, Geraldo Reis, “com este resultado, a Bahia consolida uma geração de empregos superior ao total de 2008 (40.922) e, mesmo considerando possibilidades de retração em novembro e dezembro, é possível que em 2009 a Bahia atinja um patamar próximo de 60 mil novos postos de trabalho, o que é um excelente resultado para um ano de crise.”

Tratando-se do desempenho dos setores de atividade econômica no mês de setembro, o destaque ficou por conta de Serviços, com um saldo de 3.542 empregos, seguido pela Construção Civil, com um saldo de 3.486 vagas formais de trabalho. Vale observar que o total de empregos formais criados por esses dois setores corresponderam a 65,1% do total gerado no estado no referido mês. Por outro lado, a Agropecuária apresentou resultado negativo, -1.988 postos.

Em setembro de 2009, a Bahia apresentou o quarto maior saldo de empregos do Nordeste, correspondendo a cerca de 10,7% do total de postos de trabalho formais criados nesta região. O saldo baiano foi inferior apenas aos dos estados de Alagoas (35.566), Pernambuco (25.045) e Ceará (12.966). Considerando a Bahia frente aos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, percebe-se que a Bahia classificou-se com o nono saldo mais expressivo de empregos criados do país no mês de setembro de 2009. Nesse sentido, o volume total de 10.765 empregos criados na Bahia só foi menor do que o verificado nos estados de: São Paulo (59.547), Alagoas (35.566), Pernambuco (25.045), Rio de Janeiro (14.659), Rio Grande do Sul (14.385), Paraná (13.740), Ceará (12.966) e Santa Catarina (12.717).

Bahia lidera expansão do emprego no nordeste em 2009 -No acumulado do ano, a Bahia criou 54.740 postos de trabalho com carteira assinada, o que corresponde a uma variação percentual positiva de 4,08%, uma performance de crescimento acima da média nacional (2,92%) e nordestina (2,89%). O Nordeste criou 138.440 empregos em 2009, portanto, a Bahia é responsável por 39,5% do contingente de novos empregos no Nordeste.

Na comparação inter-estadual, a Bahia ficou com o sexto maior saldo de empregos criados no país (54.740), menor apenas que os estados de: São Paulo (329.946), Minas Gerais (99.493), Paraná (75.610), Goiás (61.231) e Rio de Janeiro (55.316).

No recorte intra-estadual, a região não metropolitana teve uma participação mais expressiva na geração de empregos, com 28.558 empregos gerados, ou 52,2% do total, enquanto que a RMS criou 26.182 empregos com carteira assinada, (47,8%).

Os municípios metropolitanos que mais criaram vagas com carteira assinada foram: Salvador (21.135) e Lauro de Freitas (3.359). Com relação aos municípios da região não metropolitana, Juazeiro (4.834) e Feira de Santana (3.593) sobressaíram-se, criando a maioria dos empregos.

Por outro lado, Dias D’Ávila (-681) foi o único município da RMS que fechou vagas celetistas e Mata de São João, Porto Seguro e Eunápolis foram os municípios do interior do estado, que registraram os saldos mais negativos de, respectivamente: -438; -389 e -289 empregos.

Setorialmente, os Serviços e a Construção Civil foram aqueles que mais geraram postos de trabalho celetistas de janeiro a setembro de 2009, sendo responsáveis por saldos de 18.215 e de 17.692 empregos, respectivamente. Outro setor que também teve bom desempenho foi a Indústria de Transformação (6.609). Por outro lado, a Administração Pública apresentou saldo negativo de 162 postos de trabalho. Ascom/SE 3115-4729


Inauguração da nova sede da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan, vai inaugurar, dia 16 de outubro, o novo escritório da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED/RMS). O evento será realizado no local de sede, no edifício Oscar Cordeiro (prédio da Cesol), nº 16, 3º andar, rua Álvares Cabral, Comércio.

Estarão presentes no evento o governador do Estado em exercício, Edmundo Pereira, o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, o secretário do Trabalho Emprego Renda e Esportes, Nilton Vasconcelos, o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, o diretor de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira, e a coordenadora do Dieese/BA, Ana Georgina Dias.

Os 81 técnicos que compõem a pesquisa vão ganhar um novo escritório projetado para seu funcionamento. “Depois de 13 anos de atividade, a Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador vai receber um espaço com o layout planejado, pensando na melhor comunicação e funcionalidade do trabalho dos profissionais”, ressaltou Vânia Moreira, coordenadora de Pesquisas e Sistemáticas Especiais da SEI e também coordenadora da PED/RMS.

Além de observar os movimentos mensais do mercado de trabalho, a equipe da PED elabora estudos específicos, como os Boletins Especiais: A Mulher no Mercado de Trabalho, Os Negros no Mercado de Trabalho da RMS, Trabalho Doméstico e Igualdade de Gênero e Raça, entre outros. A pesquisa também busca atender às demandas externas com a elaboração de Suplementos, como é o caso da Pesquisa sobre a Participação Popular no Carnaval de Salvador, realizada em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult), a Pesquisa “Informações para o Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda”, junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a Pesquisa sobre Mobilidade Residencial e Ocupacional na Metropole Baiana.

A PED/RMS é realizada, em parceria, pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Seplan, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Universidade Federal da Bahia (Ufba), a Secretaria do Trabalho Emprego Renda e Esportes da Bahia (Setre) e a Fundação Seade. Além de ser aplicada na Região Metropolitana de Salvador, ela também acontece em mais seis localidades: São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife e Fortaleza.

O quê: Inauguração da sede da PED/RMS
Dia: 16 de outubro
Onde: rua Álvares Cabral, edifício Oscar Cordeiro (prédio da Cesol), nº 16, 3º andar, Comércio
Horário: 16h30

Ascom/SEI

(71) 3115.4729

Desemprego diminui pelo terceiro mês consecutivo na RMSped sei

Em agosto, a taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador (RMS) diminuiu pela terceira vez consecutiva, passando de 20,9% em julho para 20% da População Economicamente Ativa (PEA), uma variação na taxa de 4,3%. Houve redução tanto do desemprego aberto que recuou de 13,3% para 12,8%, quanto do desemprego oculto que passou de 7,6% para 7,2%, no mesmo período. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento, DIEESE, UFBA, Setre e Fundação Seade.

No último mês analisado, foram geradas 17 mil ocupações, número maior que o aumento de mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA). Portanto, 16 mil pessoas saíram do contingente de desempregados, estimado em 367 mil pessoas. É importante notar que a queda na taxa de desemprego foi causada pela geração de postos de trabalho, que superou o número de pessoas que entraram para a PEA. A taxa de participação passou de 58,4% para 58,3% da População em Idade Ativa.

Na comparação com julho de 2009, o nível ocupacional cresceu 1,2%, sendo calculado um total de 1.468 mil trabalhadores na Região Metropolitana de Salvador em agosto. Este resultado deveu-se, principalmente, à elevação ocupacional nos seguintes setores: Serviços, com mais 17 mil postos (2%), Comércio, com novas duas mil ocupações (0,8%), agregado “Outros Setores” (que inclui Serviços Domésticos e Outras Atividades) com mais duas mil vagas (1,6%) e Indústria, com um aumento de mil postos (0,9%). Por outro lado, apenas a Construção Civil apresentou perda de cinco mil ocupações (-5%).

De acordo com a posição na ocupação, em agosto, houve incremento de dez mil postos no emprego assalariado (1,1%). Verificou-se elevação de nove mil vagas no contingente do setor privado (1,2%) e mais mil ocupações no setor público (0,5%). O setor privado apresentou movimentos diferenciados entre os contingentes de assalariados com carteira e os sem carteira assinada. O primeiro teve aumento de dez mil ocupações, enquanto o segundo registrou redução de mil postos. O número de autônomos e do agregado “Outros” (que inclui os Empregadores, os Trabalhadores Familiares e os Donos de Negócios Familiares, etc.), aumentou em seis mil e mil vagas, respectivamente. O contingente de trabalhadores domésticos não sofreu alteração em relação ao mês anterior.

Em julho, o rendimento médio declinou para ocupados (0,6%) e para assalariados (1,3%). Os valores desses rendimentos foram estimados em R$ 961 e R$ 1.066, respectivamente. Uma das razões para a queda do rendimento médio vem da defasagem sofrida pelo salário mínimo que foi reajustado a última vez em fevereiro de 2009.

COMPORTAMENTO EM 12 MESES

Na comparação entre agosto de 2008 e 2009, a taxa de desemprego permaneceu relativamente estável, passando de 19,9% para 20% da PEA. Esse resultado decorreu do desempenho da taxas de desemprego aberto que evoluiu de 12,2% para 12,8%, e da taxa de desemprego oculto que diminuiu de 7,6% para 7,2%.

O contingente de desempregados aumentou em mil pessoas, devido à saída de três mil indivíduos da População Economicamente Ativa (PEA) e da retração do número de ocupados, menos quatro mil pessoas. A taxa de participação retraiu de 60% para os atuais 58,3%.

O número de ocupados passou de 1.472 mil pessoas para 1.468 mil. Observou-se movimentos diferenciados entre os setores de atividade: aumento ocupacional no Comércio de 17 mil empregos (7,4%) e na Construção Civil de dez mil postos (11,8%); e redução nos Serviços, menos 12 mil ocupações (-1,3%), na Indústria, menos 11 mil postos (-8,7%) e no agregado “Outros Setores” (que inclui os Serviços Domésticos e Outras Atividades), retraiu oito mil vagas (-5,8%).

Na posição ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em 11 mil vagas (1,2%), com crescimento do emprego no setor privado de seis mil e no setor público, sete mil. No primeiro, registrou-se aumento de 30 mil postos de trabalho assalariado com carteira assinada e diminuição 24 mil postos sem carteira. O contingente de autônomos aumentou em cinco mil indivíduos, enquanto o de domésticos e o do agregado “outros” reduziram-se em nove mil e 11 mil, respectivamente.

Em julho de 2009, relativamente ao mesmo mês do ano anterior, o rendimento médio real diminuiu para a população ocupada (1,9%) e, em maior proporção, para a assalariada (3,7%). Ascom/SEI 71 3115.4729

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