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Li hoje (7) no Correio uma matéria sobre Raudnei e um dos dias mais felizes que tive na vida até o momento.
Futebol não é Ciência Exata e por isso ele tem graça. É paixão, emoção, garra, vida. Raudnei saiu do banco e fez o gol do bicampeonato para o glorioso E.C.Bahia.
Vamos aos fatos. Bahia x Vitória, para variar, disputavam a final do Campeonato Baiano na Fonte Nova. A data: 7 de agosto de 1994. O Bahia jogava pelo empate. O Vitória ganhava de 1×0. Raudnei sai do banco de reserva e entra no jogo no segundo tempo. Eu sentia uma vontade enorme de chorar porque paixão de torcedor é inexplicável. A torcida do Vitória comemorava.
“O Bahia não pode perder este título. O Bahia não pode…”, pensava este otário chamado Big Charles of Bahia.
Aos 45 minutos do segundo tempo a torcida do Vitória explode comemorando e pedindo o final do jogo. Jean passa a bola para Missinho que pica a zorra para frente. Acontece um PQP meu louro perto da área de lá eles. A bola vai pra tudo que é cacete de lado. Bate na cabeça de Souza e sobra limpa para Raudnei, um jogador limitado, porém, iluminado naquele dia. Aos 46 minutos do segundo tempo ele ruma a zorra. Roger, o corno, desculpem, o goleiro do Vitória, não pega e a festa muda de lado.
Eu chorei tanto que pensei que teria um piripaque e sairia dali direto para o Campo Santo. Meu Deus! Foi lindo e ainda é. Estou arrepiado e com lágrimas nos olhos agora…
15 anos de um dia inesquecível! Este Bahia um dia voltará!
piloto da terra corre no GP Bahia de Stock Car
‘Acompanhei bem de perto o trabalho realizado pelos baianos para que a Stock Car pudesse vir a Salvador. Além, claro, de ter trabalhado junto à FAB no desenho do circuito’, orgulha-se Freitas. Para ele, a chegada da Stock Car muda em definitivo a relação do baiano com o automobilismo. 03/08/2009
Sugestão de Pauta
Nesta quarta-feira (8), a equipe técnica da Vicar, empresa que organiza a Stock Car, e representantes da Secretaria Estadual de Turismo, Derba, Sucab, Bombeiros, PM e prefeitura farão uma vistoria nas obras que estão sendo realizadas nas ruas do Centro Administrativo (CAB) para a realização do GP Bahia da categoria.
Participam da vistoria o presidente da Vicar, Carlos Col, o secretário Domingos Leonelli, além de pilotos, técnicos e arquitetos da empresa organizadora da corrida, do governo e da prefeitura.
A corrida ocorrerá no dia 9 de agosto e é a primeira prova de rua da Stock Car.
Gabriel Falcão de Carvalho – assessor de Imprensa da Setur 71 9922-9722
www.bahia.com.br www.setur.ba.gov.br Setur 71 3116-4151 / 4103 ascom@setur.ba.gov.br
Pra descontrair….
O sujeito está na cama com a amante quando ouve os passos do marido.
A mulher manda-o pegar as roupas e pular pela janela.
Ele reluta, porque está caindo uma chuva forte, mas, não tendo outro
jeito, pula e cai na rua, no meio de uma maratona.
Ele aproveita e corre junto com os outros, que o olham de um jeito esquisito; afinal, ele está pelado! Um outro corredor pergunta:
- Você sempre corre assim pelado?
- Sim! – responde o amante – É tão bom ter essa sensação de liberdade… Outro corredor pergunta:
- Mas você sempre corre assim pelado carregando suas roupas?
O sujeito não se dá por vencido:
- Eu gosto assim. Posso me vestir no fim da corrida e pegar o carro para ir para casa…
Um terceiro corredor insiste:
- Mas você sempre corre assim pelado carregando suas roupas e com uma camisinha no pinto? O sujeito responde:
– Só quando está chovendo!
Meninos
Gostaria de parabenizá-los pela performance dos seus times nste final de semana.
Alvinho pela destreza do tricolor baiano em cima do “Curíntia”, meu, e Carmel pelo brilho do Vitória em pleno Maracanã em cima do Fla.
Agora só não sei se seu coração rubro-negro pende mais pro Leão da Barra ou pelo Mengão.
Tô com saudades de vocês
Um beijo grande
Cláudia
Olhando bem, passaram próximo ao roteiro do tráfico escravo
Consciência à deriva
Em pleno Dia da Consciência Negra, a Secretaria da Cultura e o IPAC teimavam em ceder o Forte de Santo Antônio à Sudesb para entrega de premiações aos participantes da Regata Jacques Vabre, que andou circunavegando o mapa-múndi do Atlântico Norte até à Baía de Todos os Santos.

Mestre Moraes e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP) reagiram. Toda a programação da entidade, sediada há quase 25 anos no Forte, uma antiga casa de detenção, iria ser posta fora da roda. Bateram pé firme, ameaçaram denunciar o fato à mídia, e conseguiram fazer os timoneiros da Cultura e sua “baianada” saírem à francesa. 

Em tempo, a regata está na oitava edição e partiu da cidade francesa de Le Havre, nos dias 3 e 4, com participação de uma flotilha de 61 barcos dos tipos monocasco e multicasco, que percorreram um total de 4,5 mil milhas até Salvador. O barco Groupama 2 liderou e venceu a competição. A patrocinadora da regata é a multinacional produtora de café Kraft Foods, que já tem presença na Bahia, por meio da parceria com pequenos agricultores da Chapada Diamantina.
Obviamente, o objetivo da empresa é ganhar visibilidade para seu produto, que é certificado por instituições de pesquisa e de meio ambiente relacionadas à cafeicultura. Le Havre é o maior porto importador de café do mundo e a Bahia é exportadora do grão.
Parece que a lógica, completamente à deriva, era à base do “navegar é preciso”. Quanto à Consciência, Negra ou não, “ela que se dane”, diriam, por certo. (Albenísio Fonseca)

Mestre Bimba, com Getúlio Vargas, em 1932. O estado reconhece a capoeira como esporte “genuinamente” brasileiro
A face subversiva da capoeira
Albenísio Fonseca
Abre a roda. Da história. Deixa o berimbau ecoar. Ícone por excelência da baianidade, a capoeira é o tema do Carnaval 2008, em Salvador. Ritual , dança, luta, malabarismo desenvolvido pelos negros africanos escravizados no Brasil, a capoeira revela, nas gingas do seu microcosmo, formas de resistência aos opressores, transmissão da cultura, melhora da moral subjugada, e distingui-se de outras lutas marciais pela presença da música a dar ritmo aos movimentos.
O termo “capoeira” é atribuído à vegetação rasteira que circundava engenhos de açúcar – habitat primordial do trabalho escravo. Seu lugar na história é registrado desde os séculos XVIII e XIX. No Rio, Recife e Salvador. Mas existe uma face subversiva da capoeira, a proibida e duramente reprimida.
Início do século XIX. Rio de Janeiro. Capital do Império. “Maltas de capoeiras” são acusadas de provocar inquietação e pavor na elite carioca. São constantes episódios de confrontos com a polícia. Mesmo sem ser considerada crime, pesava sobre a prática dos capoeiras a acusação de perturbação da ordem pública e porte de armas.
Os pedidos de criminalização surgem a partir de 1870. A “civilização” elabora a necessidade de extirpar a “barbárie”, isto é, a capoeiragem. Mas seria com a República, através do Código Penal de 1890, que ela é proibida. O capítulo 402 do novo código, “Dos vadios e capoeiras”, já explicitava o alvo da pena.
Sob a Monarquia, muitos foram presos e deportados para Fernando de Noronha ou Mato Grosso. Outros, recrutados para o serviço militar e lançados ao genocídio da Guerra do Paraguai (1865-70). A repressão, contudo, tendia a animar a indisciplina fundamental do guerreiro, o questionamento da hierarquia, a insurgência contra o poder.
Capaz de suportar a pressão da violência do Estado durante décadas, a capoeira sobreviveria ao pesado investimento em dispositivos para aniquilar sua prática, durante o século XIX. Contava com aliados subterrâneos, apoios ocultos, como as casas de zungus - empreendidas por africanos libertos, e que desestabilizavam as relações de dominação durante a escravidão – lugares de acolhida e passagem, pontos de fuga para quilombos rurais.
A trégua entre os capoeiras e o Estado viria na década de 1930, com sua institucionalização como esporte nacional no governo Getúlio Vargas. Em 1932, os capoeiras começam a tornarem-se capoeiristas. Mestre Bimba funda a primeira academia de capoeira, em Salvador. Acrescenta movimentos de artes marciais, cria a capoeira Regional. Mestre Pastinha, em contraponto, prega a tradição da capoeira como jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que denominaria Angola. A capoeira deixava de ser marginalizada, se espalha da Bahia para todos os estados brasileiros, e hoje, praticada em 100 países, dá a volta ao mundo. Em 2008, Salvador abrigará uma Bienal da Capoeira e a arte será tombada como patrimônio cultural brasileiro. Abre a roda. Deixa o berimbau ecoar.
(Artigo publicado originalmente em A Tarde – Opinião, Pág. 2 – 17.11.2007)

Mestre Pastinha e a capoeira Angola, o contraponto

Mestre João Pequeno, 90 anos em dezembro
Edital, Bienal e Tombamento
O Ministério da Cultura (Minc) lançou, dia 10 de outubro, em Salvador, o novo edital do programa Capoeira Viva, que distribuirá um total de R$1,2 milhão a projetos de todo o Brasil que tenham como vértice a mistura de luta, dança e rito trazida ao Brasil pelos negros escravos, no final do século XVIII.
Realizada no Palácio Rio Branco, a solenidade homenageou o mestre capoeirista mais antigo ainda vivo, João Pequeno. Ele completa 90 anos em 27 dezembro. O ministro interino Juca Ferreira anunciou ainda que Salvador sediará, em 2008, a Bienal Mundial da Capoeira, que se converterá, também, em palco da festa de tombamento da arte como patrimônio cultural brasileiro.
O Minc premiará projetos ligados à Capoeira em quatro linhas: ações sócio-educativas de mestres capoeiristas com foco na recuperação da auto-estima, que podem receber de R$8 mil a R$18 mil cada um; projetos inéditos de pesquisa e documentação sobre o desenvolvimento da capoeira no Brasil e exterior, no valor máximo de R$20 mil; apoio a acervos documentais, cujo aporte chegará até R$50 mil; projetos de utilização de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, que podem receber até R$30 mil.
Segundo o presidente da Fundação Gregório Matos, Paulo Costa Lima, “este projeto faz parte do intento do Minc em transformar a capoeira como instrumento de políticas públicas”. O órgão coordenará o processo do edital. As inscrições estão abertas até 17 de dezembro. O resultado da seleção sai em fevereiro. O valor destinado nesta edição é 29% superior ao anterior, quando foram premiados 74 projetos.
A bola também tem sua diretoria. O Vitória amanheceu hoje de volta ao seletíssimo grupo dos bambambans do futebol pentacampeão mundial. Motivo para toda a Bahia se alegrar, sem exceção. Mas quem sentir uma pontada mais forte na região do cotovelo, pode chamar o SAMU de boa que atende rapidinho.
Vitória e CRB, hoje, será às 8 e 45, horário baiano, no Barradão.
P.L./ MTb.1.214-BA/Sinjorba 1.101/ABCD 020
De médico, louco e técnico de futebol, todo mundo tem um pouco, já dizia minha avó. Para Moshue Hogeg, um empresário israelense o ditado faz muito sentido. Tanto que ele resolveu comprar um clube no qual os torcedores podem decidir pela internet quem vai jogar e em qual posição.
O cabra merece um prêmio “inovação cibernética” e a CBF precisa, urgentemente, adotar o modelo de Hogeg em todo país.
Segundo a INFO Online, os torcedores da Internet podem escalar os jogadores nas posições disponíveis em um diagrama no site. As informações são depois consolidadas, e os jogadores mais votados são escalados para o jogo seguinte.
Na primeira partida, o time de Hogeg, Kiryat Shalom (terceira divisão israelense) perdeu por 3×2 Maccabi Ironi Or Yehuda, na prorrogação.
E aí mestre Paulo Leandro? Não é boa a proposta?



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